Alimentação

Alimentação Alternativa

Atualmente, conseguir manter uma alimentação equilibrada e saudável é um objetivo de grande parte de nós. E, embora nem sempre seja fácil, existem cada vez mais ferramentas e informação disponíveis para tornar este processo um pouco menos complexo.

O grande segredo para uma alimentação saudável é, definitivamente, a variedade e só através dela conseguiremos obter todos os nutrientes que necessitamos para nos mantermos saudáveis. Mas, para que possamos encontrar este tão procurado equilíbrio, há algumas regras básicas que devemos seguir.

Como ter uma alimentação equilibrada

Manter uma alimentação equilibrada e saudável tanto quanto possível traz inúmeros benefícios à nossa saúde e ao nosso bem-estar. A variedade, como referimos, é o elemento chave para um bom regime alimentar, no qual devemos sempre dar preferência aos vegetais e às frutas, ricos em fibras, vitaminas e também minerais e pobres em gorduras e açúcares.

É importante fazer várias refeições ao longo do dia, em quantidades ideais, e ingeridas lenta e tranquilamente.

Uma alimentação equilibrada não exige o cumprimento de dietas rigorosas e restritivas, mas incentiva o consumo de alimentos, em quantidades adequadas, de cada grupo da pirâmide alimentar.

De forma a melhorarmos um pouco mais esta diversidade alimentar, há alguns ingredientes que ao longo do tempo podemos ir reduzindo, substituindo ou até mesmo eliminando, para que tornemos a nossa alimentação ainda mais saudável.

Alimentos processados

A vida agitada que levamos nos dias de hoje leva a que, muitas vezes, optemos por uma alimentação mais rápida e prática, mas que, na verdade, inclui uma enorme quantidade de ingredientes e alimentos altamente processados. Estes alimentos, ou pelo menos grande parte deles, contêm altas quantidades de aditivos que já se provaram ser prejudiciais para a saúde. Estes químicos, entre os quais se encontram corantes, conservantes, adoçantes e aromatizantes, têm como objetivo tornar os alimentos mais saborosos e duradouros, mas, na verdade, além de cumprirem esta função, são uma espécie de veneno para o nosso organismo e estão mesmo associados a uma enorme variedade de doenças. Por essa razão, reduzir e se possível retirar os alimentos processados da nossa rotina é uma prioridade. Devemos dar preferência aos alimentos frescos e naturais e, desta forma, estaremos a evitar eventuais doenças ao mesmo tempo que melhoramos o nosso estado geral de saúde e bem-estar.

Gorduras

De um modo geral, as gorduras são importantes na nossa alimentação. No entanto, nem todas as gorduras têm um efeito positivo no nosso organismo e, por isso, é importante escolhermos as gorduras boas para consumirmos, mas sempre com moderação.

As gorduras saturadas são conhecidas como as “gorduras más” e, essas sim, devemos evitar o mais possível. Temos, por outro lado, as gorduras insaturadas, ou seja, as gorduras que, quando consumidas adequadamente, podem ser benéficas para a saúde. Aqui incluem-se, por exemplo, os ómegas 3, 6 e 9 e podem ser encontradas em ingredientes e alimentos como o abacate, azeite, linhaça, cacau, oleaginosas (noz, amêndoa, avelã, etc.), óleo de coco, sementes de chia, sardinhas e salmão. São, portanto, alimentos que devemos incluir sempre na nossa rotina alimentar, mas que devem ser consumidos com moderação.

Sal

É muito da nossa tradição temperar a comida com sal e o que acontece é que grande parte da população ingere uma quantidade diária de sal bastante superior à recomendada. Além disso, os alimentos processados que habitualmente ingerimos contêm, também, grandes quantidades de sal.

Não usar sal como forma de tempero pode parecer estranho e é uma ideia que não agrada à maior parte das pessoas, mas, para que possamos reduzir a sua quantidade, podemos começar a incluir na confeção dos nossos alimentos algumas especiarias ou ervas aromáticas. Esta é uma forma simples e saudável de garantirmos que continuamos a cozinhar e a desfrutar de pratos saborosos. Uma dica que também pode ser útil, é a substituição do sal convencional por sal dos Himalaias. É um sal com uma composição um pouco diferente, mas, ainda assim, deve ser consumido com moderação.

Açúcar

Muito se tem falado sobre o impacto negativo do açúcar na nossa saúde e a verdade é que existem cada vez mais estudos que comprovam esses dados. O açúcar é uma espécie de vício que, além de nos fazer sentir necessidade no seu consumo, está também associado a muitas doenças do século XXI. O consumo de açúcar aumentou drasticamente nas últimas décadas e, muitas vezes, consumimos esse mesmo açúcar sem sequer nos apercebermos. Uma boa parte dos alimentos que compramos rotineiramente no supermercado contém elevadíssimos teores de açúcar, mas, como não temos o hábito de prestar muita atenção aos rótulos dos produtos e temos em conta apenas as informações que aparecem em destaque, por exemplo, nas embalagens, somos muitas vezes orientados por uma publicidade pouco realista daquilo em que, de facto, consiste o produto que estamos a comprar.

Reduzir a quantidade diária do açúcar que consumimos é crucial, mas, para que isso aconteça, temos mesmo de começar a dar alguma atenção aos rótulos de forma a percebermos que alterações podemos fazer para começarmos a consumir alimentos com menos açúcares adicionados.

Reeducação alimentar

Mais do que nunca é fundamental que todos nós comecemos a alterar alguns dos nossos hábitos alimentares. A reeducação alimentar é um processo complexo, por vezes muito demorado e pode mesmo chegar a ser um pouco desanimador. Mas não tem de ser assim! A alteração dos nossos hábitos alimentares vai permitir-nos criar uma nova relação com a comida, vai dar-nos a conhecer novos sabores e, acima de tudo, vai deixar-nos mais saudáveis, mais motivados e, consequentemente, mais felizes.

Hábitos saudáveis e equilibrados são muito importantes para que possamos tirar o máximo partido da nossa saúde, da nossa condição física e mental.

Sem dietas demasiado restritivas ou radicais, alterar pequenos hábitos pode, mesmo, fazer toda a diferença.

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