Relacionamentos

Relacionamentos

Pediram-me para escrever sobre relacionamentos. A mim. Isso. A mim! Àquela pessoa que consegue, aos 44 anos, estar sem um relacionamento sustentável. Ainda bem! Eu poderia questionar o termo. Ou o porquê da tarefa e se ela não estaria melhor confiada a  uma pessoa que talvez tenha um histórico mais… credível. Mas confio em quem o fez. Vocês não tem que confiar mas eu confio. Ainda vou retirar daqui alguma lição valiosa. Como dizem os brasileiros, “ me aguarde”!

Penso, se vocês quiserem colocar aqui uma pinga de criticismo, acredito mesmo, que a base de um relacionamento é o amor. Por favor, coloquem também uma boa dose de romanticismo. Acredito mesmo. Para além disso, e como tempero bem carregado, deve vir o respeito e a sinceridade. 

Não que isso seja garantia de qualquer coisa, qualquer coisa que seja mas é um bom começo. 

Como se sabe o que é o amor? Amigo, vamos lá, amor não se explica. Sente-se. Partilha-se! Eu tenho um bom indício de amor quando me sinto feliz! Quando o sentimento me deixa mais feliz de um modo geral. Mais leve! Com disposição mais leve, mas não literalmente em termos de balança leve, ok? Queres passar tempo com ela e quando passas sentes-te feliz? Queres passear com ele na natureza e contar-lhe o que aquela tua amiga querida disse? Trouxeste uma boa notícia do trabalho e queres partilhar logo com ela? AMOR!

Respeito é mais fácil de definir e por isso mesmo mais elusivo… ahahahah, eu sei que esta palavra mais anglo-saxónicas é capaz de, muito provavelmente, criar engulhos naquelas mentes mais arreigadas ao puritanismo do léxico luso. Pois… temos pena. Eu escrevo, vocês comentam, ok? (Respeitem aí os limites!) Respeito é aquilo que nos leva a não fazer ao outro aquilo, exatamente aquilo, que não gostaríamos que não nos fizessem. Não há muita dúvida aqui, certo? Não é necessário sequer uma grama de empatia! É não fazer ao outro aquilo que não gostaríamos que não nos fizessem, ok, Certo?

Vamos em frente!

A sinceridade. Falta tratar a sinceridade. Amigos, a sinceridade é a coisa mais simples de definir do mundo. Não Há mentiras. Não há meias verdades! Há um mundo inteiro de brancos e pretos. Ok! Espera lá! Isso é uma utopia! Exato! Tipo (como os meus filhos dizem!): exactamente! Não existe isso. Podes tentar dizer à tua querida aquilo que te vai na alma e falhas em sinceridade. Podes querer partilhar com ele todos os teus sonhos e falhas em sinceridade. Podes dizer à tua mais que tudo aquilo que te angustia, ou os teus planos para amanhã, ou o que comeste ao pequeno-almoço, ou a que horas tomaste o banho e ainda assim falhar em sinceridade. Porque, meus queridos, a sinceridade não se exige ou mede. A sinceridade dá-se. De forma espontânea ou pensada. De forma natural ou mediata. Não importa! Porém, quando se passa para aquela fase em que se exige a sinceridade do outro? Esqueçam! Vão conseguir tudo menos a sinceridade. Ainda que consigam toda a vontade do mundo! A boa vontade do mundo! Mas, muito provavelmente, esse testemunho falhará na sinceridade. A sinceridade não se pede ou exige, dá-se de forma espontânea e genuína.

Prontes! Agora que estão mais confusos do que antes, vamos avançar!

E vamos falar de seguida dos outros relacionamentos, aqueles que não interessam nada. A não ser a quem tem problemas com algum deles, claro!

Há diversos tipos de relacionamento. 

Na verdade, há imensos! Imensos, incontáveis, infinitos. Cada relacionamento é, em abono da verdade, um relacionamento único. Evidente que se reúnem em categorias mais ou menos homogéneas para bem dos psicólogos e dos analistas de relacionamentos humanos, seja lá qual seja o nome da profissão desses loucos encartados!

Os relacionamentos todos, estou a falar de uma forma leiga, claro, daqueles que são sanos, saudáveis, sem qualquer patologia associada, e, portanto, mais uma vez, de utopias em forma de  relacionamento inter-pessoas, os relacionamentos, dizia, são, e sempre no que a mim diz respeito, baseados em amor, respeito e sinceridade. 

Para mais explicações ver os comentários acima. 

Gostaria de ser mais explicita ou pelo menos mais consistente nas minhas explicações mas um dia chego lá! Nota-se que sou uma optimista inveterada, aposto, não? Bom, amigos, estou com 44 anos de vida. A esperança média de vida para uma mulher portuguesa da segunda década do século vinte e um é de, segundo o site PORDATA, de 84,5 anos – os dados são de 2018 – o que significa que eu tenho quase mais 40 anos para afinar estes conceito e requisitos. Portanto, se entretanto não morrer, se não me acometer a loucura, se não sofrer de demência, ou for não atingida por uma raio, encontramo-nos daqui a 39 anos (acho 40 muito próximo da hora da morte e não quero estar a ansiar sobre isto poucas horas antes de morrer!), e eu falarei sobre a experiência acumulada neste intervalo. Nem esperem muito nem reunam muitas expectativas no entretanto; a minha vontade é viver e não preocupar-me com a porcaria dos relacionamentos!

Fui! Tenho um salto de pára-quedas para experimentar e adeuuuuuuuuuuuusssssssss! 

Olga Canas

Olga Canas é mãe de três meninos. Mais alguns "filhos" a long the way, acrescentariam pessoas amigas. Mas apesar da sua apetência (ou não!) para as funções maternais, ela recusa ser encaixada apenas nessa categoria. Filha de Coimbra, aí estudou, com grande orgulho, Direito. Essa ponte para o Mundo fê-la atravessar todo um universo de descobertas e, sem nunca perder a coragem, ousou partir por esses mares tantas vezes navegados e conquistar muito mais do que lhe estava destinado.
Encontrou algum lar durante algum tempo nos Países Baixos, em Macau, em França, no Brasil e no Reino Unido. E durante um inesquecível instante nas Maldivas...
E regressou para o aconchego materno da sua Lusa Atenas. Foi com um filho, regressou com três!
E são essas as contas que importam: três!
Pelo caminho foi estudando, trabalhando e aprendendo. Voltou mais desencantada, mas mais experiente para derrotar o ceticismo. Quem a conhece sabe que as suas armas são o otimismo e o sorriso!
O abraço dela, esse é lendário!

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